quinta-feira, 4 de junho de 2009

UM DOS ÚLTIMOS BALEEIROS



Manuel Homem da Silva mais conhecido por Manel Home é sem dúvida um dos últimos baleeiros que conseguiu transitar da actividade baleeira para a componente náutica desportiva de recreio, sendo um profundo conhecedor da arte de manusear as velas de um bote.
Conhecedor exímio da canoa baleeira, transmite aos mais jovens todo o seu saber e experiência na arte da mareação e no aparelhamento do bote da baleia.
Foi um remador nato, associando a sua força natural à técnica e destreza de quem efectuou longas milhas náuticas empunhando o remo com as suas longas vardascas (dedos).
Manuel Home, sempre foi uma referência do Porto das Ribeiras, uma pessoa afável que transmite às novas gerações o gosto o sentimento pelas canoas baleeiras.
Das muitas histórias conhecidas pela sua força natural, assisti a um episódio demonstrativo e raro da força "...Numa regata de botes na baía do porto da Calheta de Nesquim, no ano de 1996, o São Miguel ao "virar" a primeira bóia da etapa foi verificou-se que o mastro estava "torcido" impedindo de se proceder a manobras do "pique", Manel Home, "escurou-se" ao banco, e ajudando-se ao mastro com a vela, endireitou-o.... ao alcance de poucos sem dúvida".
Os jovens Ribeirenses tiveram o previgélio de poderem conviver com os antigos baleeiros, e este edifício (casa dos botes) foi e é uma "UNIVERSIDADE" de vivências de histórias de sentimentos de transmissão de valores.

terça-feira, 21 de abril de 2009

ANTIGO CAMPO DE FUTEBOL DE SANTA BARBARA

Neste terreno à beira da costa, sito no caminho de baixo, viveu-se grandes emoções.
Na década de 70, assisti a vários jogos de futebol com equipes de Santa Cruz, Santa Bárbara, Ribeira do Meio e Fetais.
Do lado esquerdo da imagem existe uma adega que não se vê na foto, que funcionava como baldeário das equipes.
Da equipe de Santa Barbara, recordo-me do "Saraiva", e o Adolfo, de Santa Cruz, o Manuel Daniel, o Fernandinho, e o Ricardo Tavares.
Ontem ao passar neste local recordei a minha infãncia, o quanto adorava assistir a estes jogos de futebol, aonde o público vibrava a puxar pelas suas equipes.
Aos poucos o futebol nas Ribeiras foi "morrendo", no actual polidesportivo do Ribeirense, antigo campo de futebol passávamos tardes inteiras entretidos a jogar.
Quando o mar saltava a costa, lá tinhamos que ir limpar o campo tanto era o pedregulho.



domingo, 29 de março de 2009

Convívio Clube Náutico

Hoje, lembrei-me deste convívio organizado pelo Clube Náutico no Verão do ano passado, um momento de confraternização entre familia com muita alegria e boa disposição.
Durante o convívio foram recordadas as regatas e a envolvência da nossa juventude nos botes baleeiros.
A determinado momento "apareceu" uma banda, anunciada com o nome de "Pregalifoge", o mote foi lançado, e os presentes ao som da rapaziada, aproveitaram para momentaneamente instalarem o baile!
Gostei...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

PESCA SUSTENTÁVEL


As medidas de conservação dos recursos marinhos devem visar uma melhor gestão dos mesmos...as recentes noticias sobre a alteração da Lei das 3 Milhas Náuticas para as 6 M/N, a aplicar nas Ilhas do Pico, São Jorge, Santa Maria, Graciosa, Faial, Flores e Corvo, não são bem aceites pelas restantes associações de pescadores das Ilhas de São Miguel e Terceira, quiça sendo estas com maiores problemas de recursos piscatórios nas suas plataformas costeiras e maioritáriamente com uma frota que opera com a arte de palangre de fundo "Trol".
A frota pesqueira sediada na Ilha do Pico, na sua maioria, exerce a actividade piscatória com a arte de linhas de mão as designadas gorazeiras compostas por 70/100 anzóis quando dirige a captura para a espécie goraz.
Nas pescarias com incidência nas Abróteas e Congros, ainda se pesca à moda antiga: Um calhau com dois anzóis.
Este tipo de aparelho, foi introduzido pelos pescadores Ribeirenses e levado pelas diferentes Ilhas do grupo central.
Os pescadores da Ilha do Pico, mantém uma cultura piscatória sustentável, utilizando artes artesanais para a captura das diferentes espécies de profundidade, continuando assim a preservar a nossa orla costeira.
O problema é quando "aparecem" os denominados pelangreiros ou barcos de trol de outras Ilhas e que largam milhares de anzóis junto à costa.